ASCO lança diretriz de tratamento adjuvante para o câncer de mama
A American Society of Clinical Oncology (ASCO) publicou uma atualização das diretrizes de tratamento adjuvante do câncer de mama.
Com foco no subtipo de câncer de mama HER2 positivo, o painel de especialistas respondeu duas questões importantes para a prática clínica:
1.O trastuzumabe emtansina (T-DM1) adjuvante deve ser oferecido para pacientes com câncer de mama HER2 positivo que receberam terapia neoadjuvante padrão com terapia anti-HER2 e apresentaram doença residual na mama e/ou axila?
Recomendação: As pacientes com doença invasiva residual na patologia da peça cirúrgica, após tratamento sistêmico pré-operatório com terapia anti-HER2, devem ser oferecidos 14 ciclos de tratamento adjuvante com trastuzumabe entansima (T-DM1). Esta recomendação foi baseada em estudos de alta qualidade, com grau de recomendação considerado forte pelo painel.
2. Entre os pacientes com cancer de mama HER2 positivo com indicação de tratamento adjuvante, existe alguma diferença em relação a eficácia e segurança entre o trastuzumabe, trastuzumabe e hialuronidase (apresentação para aplicação subcutânea) e os biossimilares aprovados pelo FDA?
Recomendação: Os médicos podem oferecem qualquer uma das formulações aprovadas , incluindo trastuzumabe, trastuzumabe e hialoronidase, e os biossimilares. Esta recomendação foi baseada em estudos de alta qualidade, com grau de recomendação considerado forte pelo painel.
Este é um grande avanço na inclusão endosso de biossimilares do trastuzumabe no tratamento adjuvante do câncer de mama HER2-positivo, além de trazer a importante discussão da custo-efetividade no tratamento do câncer. Em 2017, ASCO já havia publicado um artigo de posicionamento à aprovação e uso de biossimilares no tratamento do câncer.
Referências