Citorredução secundária ótima aumenta a sobrevida de pacientes com câncer de ovário recorrente sensível à platina.

Para pacientes com câncer de ovário recorrente sensível à platina não havia papel pra cirurgia no contexto de aumento de sobrevida.

Neste cenário, o estudo de fase III AGO DESKTOP III/ENGOT-ov20, apresentado na ASCO 2020 e disponível na ASCO Meeting Library, avaliou o papel da citorredução secundária.  O Dr. José Carlos Sadalla, Ginecologista e Mastologista do Departamento de Oncoginecologia do ICESP-HC/M-USP, comenta este trabalho.

O estudo mostrou aumento na sobrevida global superior à 12 meses nas pacientes com citorredução ótima comparadas às que não foram operadas (60,7 x 46,2 meses). 

Detalhes do Estudo

– Estudo de fase III, internacional, prospectivo, randomizado.

– N= 407 pacientes com câncer de ovário recidivado, platina sensível, com score-AGO positivo (PS ECOG 0, ascite =500ml e citorredução ótima inicial).

– Braços do estudo: quimioterapia de segunda linha X

quimioterapia de segunda linha e cirurgia (citoredução secundária)

– Resultados: aumento na sobrevida global superior à 12 meses nas pacientes com citorredução ótima comparadas às que não foram operadas (60,7 x 46,2 meses). Entretanto, pacientes operadas com ressecção incomplete evoluíram pior (28,8 meses).

O que muda na prática?

Em pacientes com câncer de ovário recorrente sensível à platina, com citorredução ótima prévia, devem ser submetidos à citorredução secundária ótima como novo padrão de tratamento.

Referência: 

Bois DA et al  Randomized phase III study to evaluate the impact of secondary cytoreductive surgery in recurrent ovarian cancer: Final analysis of AGO DESKTOP III/ENGOT-ov20 Journal of Clinical Oncology 38, 15_suppl (May 20,2020)   

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